Contrato costuma chegar ao jurídico em cima da hora, anexado a um e-mail que diz “preciso disso assinado hoje”. A minuta revisada volta por e-mail, a negociação acontece por telefone e a via assinada vai parar na pasta de downloads de alguém, sem registro de quando vence ou se renova sozinha.
Este modelo dá a todo contrato um único caminho. O solicitante informa a outra parte e o tipo de contrato (venda a cliente, prestação de serviços, fornecimento, locação, parceria ou outro), o valor total, a vigência em meses e a data em que precisa dele, explica o contexto e anexa a minuta. O jurídico tem cinco dias úteis para classificar o risco como baixo, médio ou alto, listar os pontos de atenção por cláusula com sugestões, anexar uma minuta revisada e escrever o parecer. O solicitante então negocia e registra o resultado, o que não foi aceito e a versão final. Contratos acima de R$ 50.000 vão para a aprovação da diretoria, que confirma estar ciente dos riscos apontados pelo jurídico. O jurídico encerra registrando a data da assinatura, o vencimento e se o contrato renova automaticamente, e arquiva o contrato assinado.
Serve para empresas sem um sistema de gestão de contratos, em que um advogado interno ou um escritório externo analisa os contratos que vendas, compras e operações trazem.