O princípio do privilégio mínimo diz que cada usuário, e cada programa que age em nome de um usuário, deve ter apenas o acesso necessário para fazer o próprio trabalho. Na prática, ele vale para permissões de administrador nos notebooks, perfis nos sistemas da empresa, pastas compartilhadas, o internet banking e o ERP.
Por que importa
Cada permissão desnecessária é um risco: um engano que apaga dados, uma senha roubada que abre mais sistemas do que deveria, ou uma pessoa capaz de cadastrar e aprovar o mesmo pagamento. O privilégio mínimo limita o estrago que qualquer conta isolada pode causar.
Quando há dados pessoais envolvidos, ele também ajuda a atender a LGPD, que exige dos agentes de tratamento medidas de segurança, técnicas e administrativas, aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados (art. 46).
Como aplicar
- Conceda acesso por cargo, com uma lista curta de perfis padrão por sistema.
- Dê permissão de administrador ao menor número possível de pessoas, em contas separadas usadas só para administração.
- Faça os acessos elevados ou temporários expirarem.
- Revise os acessos quando as pessoas mudam de função, e não só quando saem.
Exemplo
Uma nova assistente do contas a pagar precisa lançar notas fiscais no ERP (exemplo ilustrativo). Ela não precisa aprovar pagamentos nem editar dados bancários de fornecedores, e o acesso de administrador ao internet banking continua com o controller.
Erros comuns
- "O mesmo acesso da Patrícia", o que copia anos de permissões acumuladas para quem acabou de chegar.
- Todo mundo é administrador porque isso economiza chamados.
- Acesso temporário que vira permanente.
- Acúmulo de privilégios: as pessoas mudam de área e mantêm os acessos antigos somados aos novos.
- Usuários compartilhados, que tornam impossível limitar ou rastrear o acesso.