Gestão de mudanças de TI (também chamada de controle de mudanças ou habilitação de mudanças) é o processo para propor, avaliar, aprovar, agendar e registrar mudanças em sistemas de TI: atualizações de software, mudanças de configuração, novas integrações, mudanças de rede e de permissões.
Uma requisição de mudança costuma registrar o que vai mudar e por quê, os sistemas afetados, o risco, a janela planejada, como a mudança será testada e como será desfeita se der errado. Depois da mudança, quem a executou registra o resultado.
Frameworks como o ITIL dividem as mudanças em três tipos:
- Padrão: de baixo risco, repetível e pré-aprovada, como incluir um usuário num grupo conhecido.
- Normal: avaliada e aprovada caso a caso.
- Emergencial: feita às pressas para corrigir ou evitar uma parada, e revisada depois.
É diferente da gestão de mudanças organizacionais, que trata de ajudar as pessoas a adotar uma nova forma de trabalhar.
Exemplo
Uma analista de infraestrutura precisa alterar regras do firewall (exemplo ilustrativo). Ela abre uma requisição de mudança para quinta-feira às 20h, com o risco, o plano de teste e os passos para desfazer. O gerente de TI aprova, ela aplica a mudança, confirma que o acesso remoto continua funcionando e fecha a requisição com o resultado.
Erros comuns
- Tudo é emergência, e nada é revisado de verdade.
- Nenhum plano de retorno até a mudança falhar.
- Um processo tão pesado para mudanças pequenas que as pessoas passam por fora.
- Aprovadores que não entendem a mudança e aprovam por padrão.
- Registros desatualizados, e depois de uma parada ninguém sabe o que mudou.